άσκηση Desenvolvimento
Humano
MOTIVAÇÃO PARA O
TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA
É sabido que
a motivação é fator fundamental em qualquer abordagem terapêutica ou modelo de
tratamento para a Dependência Química. É a motivação que vai mostrar a
disponibilidade da pessoa para promover mudanças comportamentais importantes e
efetivas com relação à adicção.
Estar
motivado é estar em um estado de prontidão para a mudança.
Sendo assim
é de fundamental importância o conhecimento do nível de motivação para se
aplicar a intervenção mais adequada às necessidades da pessoa. Aumentando assim
a possibilidade de sucesso no tratamento.
Nos anos 80,
o Dr. James Prochaka e o Dr. Carlo Diclemente, psicólogos norte americanos,
criaram um modelo para identificar o estágio que se encontra o dependente
químico com relação à doença.
São eles:
1º) Pré
contemplação: É a fase da negação do problema. Frases como “uso, mas tenho o
controle...”, “paro quando quiser...”, são comuns nessa fase. Nesse estágio a
pessoa precisa de informação sobre a doença e de feedback para tomar
consciência da situação.
2º)
Contemplação: Momento em que o dependente químico começa a perceber uma relação
entre seu comportamento adictivo e seus problemas familiares, financeiros,
profissionais e pessoal. Geralmente é nesse momento que se procura tratamento.
No entanto é comum nessa fase a ambivalência, cabendo ao terapeuta auxiliar a
pessoa a prosseguir.
3º)
Preparação: è quando se começa a definir qual técnica será mais eficaz para
produzir as mudanças necessárias. Nessa fase a pessoa tem consciência do
problema e está comprometida c a responsabilidade de mudança.
4º) Ação: É
hora de colocar em prática o que foi definido na etapa anterior. A pessoa passa
a adquirir novos hábitos que a levam a uma mudança no Estilo de Vida, torna
mais centrada e objetiva.
5º)
Manutenção: Essa fase é o fim do tratamento e o início da recuperação. É uma
etapa que depende de muitas variáveis. Porém, com acompanhamento profissional e
determinação da pessoa é possível manter as mudanças alcançadas e identificar
outros aspectos ainda não avaliados.
Em todo o processo
é fundamental o apoio familiar, o fortalecimento das redes de proteção e
auxilio profissional, para orientar a pessoa nas tomadas de decisões
necessárias para a mudança.
Por Marcelo Schmidt